Controle, Prevenção e Cura! (Introdução)

Doenças crônicas e seus sintomas associados são muito comuns em nossa sociedade e geram sofrimentos para a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo.  Diferente do que imaginamos, a esmagadora maioria dessas doenças são evitáveis. Ignoramos sintomas durante anos e depois não entendemos o motivo de nossos problemas de saúde. Tais sintomas, ao invés de ignorados, deveriam ser cuidadosamente ouvidos por nós e servirem de indício de que algo bastante errado está acontecendo em nosso corpo.

Para falar sobre doenças crônicas precisamos começar falando de algo que na minha visão é uma das coisas que mais prejudica nosso entendimento e manutenção da saúde. A indústria do diagnóstico.

Vou explicar:

Quanto mais desenvolvemos nossas tecnologias e métodos de diagnóstico, mais fácil fica encontrarmos e classificarmos as chamadas doenças. E quanto mais o tempo passa, mais doenças descobrimos e mais entendemos sobre elas, o que teoricamente é ótimo.

Hoje, para a maioria das pessoas (e dos médicos), a relação sintomas – diagnóstico – remédios – supressão dos sintomas, é a maior representação do nosso avanço na saúde, enquanto no fundo é o motivo pelo qual na maioria das vezes nunca nos curamos de doença alguma. Uma vez hipertenso, para sempre hipertenso, e assim vai com diabetes, doenças cardíacas, enxaquecas, asma, alergias etc. É isso que sempre ouvimos falar, certo?

O problema é que nosso corpo faz de tudo para nos mostrar que precisamos de ajustes. Ele faz isso falando conosco através de sintomas. Uma dor de cabeça, um desequilíbrio na nossa pressão arterial, um aumento dos níveis de açúcar em nossa corrente sanguínea. Todos esses são sintomas e mecanismos que nosso corpo utiliza para voltar a seu equilíbrio natural.

E então, nós, assustados com esses sintomas, corremos para médicos, imaginando que por serem médicos nos ajudarão a nos curarmos. Alguns poucos e excelentes, realmente o fazem.

Mas normalmente, por que se especializaram demais, até o ponto de não conseguirem olhar nosso organismo como um todo, complexo, incrível e auto-suficiente, apenas querem saber de enquadrar nossos sintomas em alguma guia que terminarão na prescrição de algum remédio.

Nós corremos para eles, que correm para a industria do diagnóstico, que por sua vez dá seu parecer sobre alguma disfunção. Voltamos então aos médicos com o resultado dos exames e em seguida nos prescrevem remédios que teoricamente nos curarão de nossos problemas.

E essa cura realmente acontece? Em geral, não!

Isso por que nunca descobrimos e eliminamos as causas de nosso problemas. Tomamos remédios que apenas escondem esses sintomas sem nunca curarem suas causas.

Acreditamos que todos os avanços no campo da medicina têm impacto direto na nossa qualidade de vida, mas no fundo, o que acontece é o contrario. Quanto mais desenvolvemos remédios e tecnologias para diagnóstico mais nos afastamos da verdadeira saúde. Digo isso pois acredito totalmente que quanto mais buscamos remediar doenças, encontrar tecnologias sofisticadas e soluções farmacológicas milagrosas, mais deixamos de olhar para nosso estado natural e mais simples, que é ter e manter a saúde e equilíbrio. É isso que chamamos de homeostase.

Na esmagadora maioria dos casos, não nascemos doentes, nem os problemas que temos são de causas genéticas. Essas são as minorias que vão, se beneficiar dos avanços que mencionei antes. É ótimo que cada dia mais evoluímos em tais campos! Não tenho nada contra o desenvolvimento da nossa medicina ou de drogas que podem ser úteis a quem precisa. Muito pelo contrário, acho incrível e excelente nossa evolução intelectual e consequentemente, tecnológica.

Apenas acho que essa evolução é ilusória a partir do momento em que não conseguimos prevenir eficientemente a maioria das doenças cabíveis de prevenção.

Tratamos a maioria das doenças como sendo inevitáveis, hereditárias e incuráveis, quando o oposto é verdade.

Além disso, mesmo as inclinações genéticas que temos, não são garantias de que desenvolveremos doenças. Fatores como hábitos de vida e o ambiente em que se vive contribuem enormemente para ativação desses genes.

Hoje em dia para qualquer sintoma, existe um remédio milagroso que supostamente nos fará ficar bem, e dessa forma nos intoxicamos ainda mais sem nunca curar nenhum problema que temos. Ignoramos os efeitos colaterais absurdos da maioria dessas drogas.

Escondemos sintomas até que se tornem grandes o suficiente e necessitem de intervenções mais agressivas. Muitos tomam remédios para dor de cabeça diariamente sem nem sequer pensarem que isso pode ser um sinal do corpo que está sendo escondido debaixo do tapete até que se torne algo mais grave. E quando isso acontece já estamos com algo mais avançado, o que dificulta bastante o tratamento.

Precisamos entender que sintomas são avisos. Avisos do nosso corpo. Tentativas de se desintoxicar das porcarias que damos para ele ou de buscar algum nutriente que lhe falta.

Você, que tem enxaqueca, sabe que nenhum remédio jamais o curou do seu problema. Ele pode aliviar seus sintomas por um momento, mas esse alívio em geral é passageiro e muito diferente da propaganda que você vê na TV.

Remédios não curam pois não têm esse poder. Só nosso corpo tem a capacidade de se curar. E  isso acontece quando não o intoxicamos com porcarias, sentimentos negativos, estresse e quando fornecemos os nutrientes de que ele precisa. Quando fazemos isso, ele automaticamente começa seu processo natural de equilíbrio, nos levando a verdadeira cura. O problema é que isso requer tempo, paciência, determinação e auto-confiança. E para a maioria de nós, é mais fácil tomar uma (ou várias) cápsula todos os dias.

Nesse momento pode parecer estranho (e em outro post me explico melhor), mas nenhum remédio cura efetivamente nenhuma doença.

Alguns medicamentos agem sobre bactérias, parasitas e fungos que poderiam nos matar e sem dúvida podem ser necessários. Principalmente quando se tem alguma deficiência imunológica. Têm muito valor para nós!

Mas não estamos falando de doenças infecciosas, e até essas doenças podem ter uma abordagem eficaz através de alimentação e estilo de vida.

A maioria dos problemas graves, que nos trazem sofrimento durante meses, anos e que evoluem para quadros mais sérios são doenças crônicas. As conhecidas doenças da civilização. Doenças que entre alguns povos, tinham incidência baixíssima, não por não serem diagnosticadas, pois existem provas incontestáveis de que não acometiam diversos povos primitivos em todo o planeta. Mas hoje são nosso cotidiano e é triste ver que a maioria pensa que elas simplesmente acontecem.

Precisamos entender isso: Não ficamos doentes por falta de remédios. E nem, por outro lado, nos curamos através deles (apesar de em alguns casos serem necessários, pelo menos inicialmente). Ficamos doentes principalmente por excesso de toxinas (industrializados, poluentes, drogas, estresses, estilo de vida, etc) e por falta de uma nutrição adequada.

Nas épocas mais remotas, e até pouco tempo, entre os povos chamados “não-civilizados” eram raríssimos os casos de câncer, diabetes, avc, hipertensão, Alzheimer, enxaquecas e outras doenças crônicas. Nem mesmo cáries, como erroneamente costumamos pensar, existiam em números significativos, em povos tradicionais. Em esqueletos e crânios de hominídios da era paleolítica foram encontrados estrutura óssea perfeita, sem cáries, estatura média mais alta do que nos dias atuais e nenhum indício de doenças degenerativas.

Esses povos não tinham o avanço tecnológico, saneamento básico, medicina nem a industria farmacêutica que temos hoje, o que faz com que mortalidade infantil, doenças infecciosas e outros problemas, diminuíssem muito a expectativa de vida desses povos. Mas é muito errado pensar que viviam pouco ou que não tinham saúde.

Weston A. Price foi um pesquisador canadense que no início do século passado viajou por todo mundo atrás de povos que fossem saudáveis. E foi grande a surpresa ao constatar que os povos mais remotos e “primitivos” eram os que tinham melhor saúde.

Seu livro, Nutrition and Physical Degeneration é uma excelente fonte de conhecimento nesse sentido, que recomendo a todos (O problema é que apesar de ser da década de 20, ainda não tem tradução para português), mas principalmente a dentistas e médicos que se interessem por prevenção de doenças. Repleto de fotos e informações sobre o que comiam e como viviam, é um livro espetacular e inspirador.

Outros muitos pesquisadores passaram décadas pesquisando e vivendo com povos primitivos, constatando sempre que quanto mais afastados da “civilização” e mais conectados com suas culturas primitivas, mais saudáveis esses povos eram e mais desconhecidas eram as doenças que hoje são nosso cotidiano.

Alguns desses pesquisadores e médicos passaram mais de 15 anos convivendo com esses povos se nunca terem ouvido falar de algum caso de câncer, doenças cardíacas ou diabetes.

Se existe algo que, quanto mais estudo mais acredito, é na prevenção, cura e controle das doenças através de nutrição, equilíbrio mental e espiritual e mudanças de hábitos de vida.

Saber que nosso sofrimento é, em geral, de nossa total responsabilidade nos faz enfrentar nossos problemas com mais energia e confiança.

Nossa paz, liberdade e felicidade depende totalmente de nós. Nascemos para sermos felizes e evoluirmos.

Espero poder, com esse post, começar um assunto que para mim é fascinante, e que quando entendido profundamente tem o poder de mudar nossas vidas.

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7 Respostas para “Controle, Prevenção e Cura! (Introdução)

  1. Muito bom este artigo!!! Sempre pensei dessa forma, mas é difícil encontrar um médico que pense assim. Na maioria das vezes vc sai com um remédio e pronto!!

    • É verdade, Silvia! Mas eles existem! :] E agora com internet ao acesso de todos temos mais condições de encontrar os que têm uma filosofia mais parecida com a nossa.

    • Queijos e leites são permitidos nessa dieta, Simone. Como sempre, com moderação.
      Para os que têm problemas com enxaqueca, problemas digestivos, doenças graves, infecções fúngicas, etc, recomendo retirar esses alimentos. Mas isso precisa ser acompanhado de preferência por um nutricionista.
      abraços

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